AAALogovermelho.png
QUE TIPO DE GERENTE VOCÊ É?

 

 

Reunimos quatro estereótipos de Gerentes para ilustrar a pergunta.

 

Tipo 1:            

Reúne seu pessoal e diz: - “Acabei de chegar da reunião de diretoria e eles determinaram que o objetivo deste mês é esse aí. Não dá para negociar. Eu não quero saber de problemas, quero soluções, portanto, cada um de vocês arregace as mangas, faça o que tem que fazer, pois temos que alcançar o objetivo!”

 

Tipo 2:

Reúne seu pessoal e diz: - “Pessoal estamos ferrados! A diretoria determinou este objetivo para o mês e não tem acerto. Gente, vocês precisam me ajudar, vamos fazer um esforço extra, vamos dar um jeito, vamos correr atrás, mas temos que chegar lá.”

 

Tipo 3:

Reúne seu pessoal e diz: - “Vocês são uma Equipe de Feras! Cada um sabe o que fazer e eu confio no talento dos meus profissionais. Temos um objetivo salgado para alcançar, mas eu confio em vocês e sei que vão dar conta. Vamos lá pessoal, vamos mostrar que somos capazes. Mãos à obra.”

 

Tipo 4:

Reúne seu pessoal e diz: - “OK, pessoal este é o objetivo do mês. Vamos dar uma analisada e definir O QUE e COMO nós vamos fazer. Fulano, qual é a situação na sua área?”

 

Estes são apenas alguns dos estilos ou modelos de gerenciamento que poderíamos relacionar; na verdade, seria possível

escrever um livro sobre os tantos e tantos tipos. Mas o que interessa é você: em qual desses 4 tipos você realmente se encaixa melhor? Seja sincero consigo mesmo!

 

Então, vamos ao que interessa: A função de um Gerente...

 

Antes de qualquer coisa é necessário esclarecer o que queremos dizer com a palavra Gerente. Para efeito deste estudo, Gerente é toda e qualquer pessoa que ocupe um cargo de chefia, liderança, supervisão, direção, enfim, qualquer pessoa que tenha uma equipe e seja responsável por um conjunto de resultados. Portanto, para nós neste cenário, tanto é Gerente o Presidente de uma gigantesca multinacional, como também é um Gerente o encarregado de um pequeno grupo de Garis.

 

Existem dezenas de definições, teses, estudos, hipóteses, conclusões, etc., sobre este assunto tão simples que é a função de um Gerente. Sim, é extremamente simples a função de um Gerente. Numa linguagem direta e objetiva podemos estabelecer que:

 

“Gerenciar é alcançar um conjunto de RESULTADOS,

através da ‘gestão’ do esforço de um grupo de PESSOAS”.

 

Há duas palavras-chaves nesta definição, RESULTADOS e PESSOAS; e é fundamentalmente isso o trabalho do Gerente, alcançar resultados gerindo as pessoas; não há nenhum segredo nisso; não há grandes elocubrações; a função de um Gerente é apenas esta, nada mais.

 

Vamos fazer uma pequena comparação entre dois Gerentes para ilustrar, de forma bem clara, o que queremos dizer com “função de um Gerente”:

 

  • Gerente de Desenvolvimento de Processadores.

Este profissional é responsável pelo departamento de desenvolvimento de uma empresa que fabrica processadores (destes que são a alma dos nossos computadores pessoais). É uma área de altíssima tecnologia, que exige profissionais de formação específica e alto nível de especialização.

O RESULTADO que se espera deste Gerente é, basicamente: “Desenvolver processadores que executem um número cada vez maior de operações corretas por segundo, que sejam cada vez menores, cada vez mais resistentes, cada vez mais baratos”.

 

  • Gerente de Churrascaria Rodízio.

Este profissional é responsável pela operação de uma empresa que manipula e serve alimentos (churrasco). É uma área de baixa tecnologia, que pode aceitar profissionais de formação básica e sem maior especialização.

O RESULTADO que se espera deste Gerente é, basicamente: “Satisfazer os clientes do restaurante, servindo alimentos de boa qualidade, com um atendimento rápido e atencioso ao menor custo possível”.

 

Cada um deles na sua área de atuação precisa conhecer: os materiais, as matérias-primas, os equipamentos, os processos, as tecnologias, etc., etc., mas nenhum dos dois vai fazer o trabalho, quem vai fazer o trabalho são os profissionais que se reportam a cada um deles. No caso do nosso Gerente dos Processadores, ele vai dirigir o trabalho de engenheiros e técnicos altamente especializados em física, química, microeletrônica, etc. Já o nosso Gerente da Churrascaria, vai dirigir o trabalho de pessoas de baixa escolaridade, quase nenhuma especialização, etc.

 

Nós escolhemos dois exemplos extremos para caracterizar que os ‘Padrões de Desempenho Gerencial’ são absolutamente os mesmos para ambos os casos, são eles:

 

QUANTIDADE – QUALIDADE – TEMPO – CUSTO

 

O que muda para cada um é a unidade de medida, mas os padrões são os mesmos, ou seja, guardadas as devidas proporções e, é lógico, os aspectos específicos envolvidos, ambos serão responsáveis e serão cobrados pelas mesmas coisas: a Quantidade, a Qualidade, o Tempo e o Custo dos RESULTADOS, que serão alcançados pelo esforço das pessoas da equipe.

 

 

MAS ENTÃO, PARA QUE O GERENTE????

 

É justamente para refletir sobre e responder a esta questão que nós convidamos você.

 

Durante os últimos 40 ou 45 anos, surgiram e passaram vários modelos / sistemas / processos desses que aparecem periodicamente (reivindicando a ‘reinvenção da roda’), que com um novo nome impactante, movimenta uma enorme quantidade de dinheiro em cursos, seminários, palestras, etc. Conceitos como: Gerência por Objetivos, Gerente Minuto, Gestão de Resultados, Liderança Situacional, Reengenharia, e tantos outros, cada um com seu Valor intrínseco, bem como com suas utopias.

 

Vi empresas gastarem fortunas comprando pacotes de Desenvolvimento Gerencial, investirem grandes quantidades de recursos em tempo e dinheiro, comprando e aplicando fórmulas que prometiam resolver todos os problemas de desempenho gerencial das empresas e, no final das contas não mudava nada.

 

A grande questão é que, quem toma a decisão de comprar ou investir num determinado programa de reorientação ou aperfeiçoamento dos processos gerenciais é também um Gerente (pode até ser o Presidente ou Dono da empresa, mas é também um Gerente) com os mesmos princípios, com as mesmas virtudes, com os mesmos defeitos, daqueles que se reportam a ele. Sim, porque como Gerentes, escolhemos pessoas que tenham afinidades conosco, que tenham a nossa “cara”, que compartilhem Valores, Princípios, que sejam, enfim, quase como nós mesmos ali, naquela posição subalterna; e a recíproca se constrói a partir dessa premissa e o Gerente é exatamente a soma ou a síntese daqueles profissionais que ele escolheu e que se reportam a ele.

 

Portanto... Se o Gerente é Competente a equipe é Competente;

se o Gerente é Medíocre, a equipe é Medíocre.

 

Que tipo de Gerente você é?

 

O Gerente realmente competente tem 4 grandes responsabilidades:

 

  1. PLANEJAR.

Uma vez definido ou estabelecido o RESULTADO a ser alcançado, o Gerente tem a responsabilidade de decidir O QUE vai ser feito, COMO vai ser feito, QUANDO vai ser feito cada um dos trabalhos/ tarefas/ atividades necessários para atingir o resultado esperado. Essa é a primeira responsabilidade do Gerente, é uma responsabilidade intransferível e que, dependendo da Competência da Equipe, pode ser compartilhada com os demais membros do time, mas não pode ser simplesmente delegada.

 

  1. ORGANIZAR.

Definido o conjunto de trabalhos/tarefas/atividades necessárias, o Gerente tem a responsabilidade de estabelecer QUEM vai fazer O QUE, QUANDO, COM QUE recursos e ser capaz de explicar o POR QUE. Esta segunda responsabilidade do Gerente também é intransferível e deve levar em consideração o conhecimento que o Gerente precisa ter dos níveis de Competência de seus Colaboradores. Mais uma vez, as decisões poderão ser compartilhadas com os membros da equipe na mesma proporção da sua Competência.

 

  1. MOTIVAR.

Nesta etapa, o Gerente já tem definido o seu plano. O papel aceita tudo! É a hora de transformar idéias em ações, em atividades, e para isso, são necessárias as pessoas...

O trabalho do Gerente é envolver as pessoas no plano e, principalmente, comprometer as pessoas com os resultados esperados. Isto significa conversar com as pessoas e explicar O QUE, COMO, QUANDO deve ser feito e POR QUE deve ser feito...

 

Motivar as pessoas significa realmente ‘dar motivo para’, e é justamente esse o objetivo desta terceira etapa do trabalho do Gerente: dar Motivo para; Motivar as pessoas a fazerem o que precisa ser feito, aplicando o máximo da competência individual; portanto, é nesta etapa também, que o Gerente precisa certificar-se de que cada membro da equipe sabe claramente O QUE deve fazer e COMO deve fazer. Certificar-se de que cada indivíduo tem a competência necessária para desenvolver a sua parte no esforço do time é responsabilidade do Gerente e, na mesma medida, é do Gerente a responsabilidade de orientar ou ensinar cada indivíduo da equipe. É nesta etapa ainda que o Gerente deve identificar o nível de prontidão de cada um - o saber fazer + o querer fazer, e atuar para corrigir os desvios de comprometimento.

 

  1. CONTROLAR.

A Quarta etapa do trabalho do Gerente é manter um sistema de controle sobre a realização e o avanço das tarefas que foram estabelecidas de forma que ele possa rapidamente identificar os desvios ou problemas de percurso e tomar as providências necessárias para corrigi-los e garantir que o Resultado seja alcançado.

 

Estas são as 4 grandes responsabilidades de um Gerente, seja ele de Desenvolvimento de Processadores, seja da Churrascaria:

 

PLANEJAR  -  ORGANIZAR  -  MOTIVAR  -  CONTROLAR

 

Podemos dar os nomes que quisermos; podemos criar a formatação que quisermos; podemos enxertar conceitos, metodologias, sistemas, como e o que quisermos; mas, este é, na sua forma mais simples e objetiva, o conjunto de responsabilidades de um Gerente; e se ele cumprir com seriedade e competência cada uma dessas etapas, sem dúvida ele terá sucesso e alcançará seus resultados.

 

O que ocorre em muitas das empresas, é que em todos os níveis da escala hierárquica parece existir um acordo tácito em que cada um faz-de-conta que gerencia seus colaboradores e faz-de-conta que é gerenciado pelos seus superiores e, dessa forma, todos vão sobrevivendo de uma maneira ou de outra; afinal, gerência é cargo de confiança.

 

Trabalhando como Consultor, raramente vi empresas que alcançassem plenamente os resultados estabelecidos. O que se vê com freqüência é que uma determinada empresa atingiu suas metas de faturamento, mas a rentabilidade foi baixíssima; ou atingiu seus objetivos em unidades vendidas, mas com margens de lucro quase nulas; ou unidades vendidas OK, faturamento OK, rentabilidade OK, mas altos índices de devolução, ou altos índices de inadimplência dos clientes, ou problemas de entregas, etc...

 

Todos esses ‘mas’ são sintomas de incompetência gerencial; não há desculpas: 'A RESPONSABILIDADE É SEMPRE DE QUEM DIRIGE’ e se as coisas não correram como era esperado, só pode ter sido por um ou alguns dos seguintes motivos:

 

  1. O OBJETIVO FOI MAL ESTIMADO.
  2. O PLANEJAMENTO FOI MAL FEITO OU NÃO FOI FEITO.
  3. AS PESSOAS NÃO ESTAVAM COMPROMETIDAS PARA FAZER O QUE DEVERIA SER FEITO.
  4. NÃO HOUVE UM ACOMPANHAMENTO DAS ATIVIDADES.
  5. O MERCADO OU A ECONOMIA NÃO REAGIU COMO SE ESPERAVA.

 

No caso 1 foi incompetência de quem estabeleceu o objetivo e (igualmente) de quem aceitou esse objetivo.

 

No caso 2 foi incompetência de quem fez o planejamento (se é que o fez) e também de quem deveria consolidar o planejamento da empresa.

 

No caso 3 foi incompetência de quem deveria informar as pessoas, envolver as pessoas, treinar as pessoas, acompanhar e motivar as pessoas e de quem deveria certificar-se de que as pessoas estavam preparadas.

 

No caso 4 foi incompetência de quem deveria fazer o controle e o acompanhamento das atividades e incompetência também de quem deveria cobrar este acompanhamento.

 

E, finalmente, no caso 5, foi incompetência de quem deveria prever uma reação inesperada do mercado ou da economia e estabelecer linhas de ação alternativas para essas eventualidades. Foi incompetência também daqueles que acreditaram na confortável ideia de que nada podemos fazer quando o mercado ou a economia não se comportam como queremos ou esperamos.

 

Na verdade, o mais comum é encontrarmos situações em que acabam dando mais ou menos certo por puro acaso ou sorte, e aí aparecem os gênios que desenvolveram e aplicaram fórmulas fantásticas. Da mesma maneira esses mesmos gênios, quando as coisas acabam dando mais errado do que certo, buscam bodes expiatórios no mercado, na economia, na concorrência desleal, nos clientes infiéis, nos fornecedores, na competência ou no comprometimento da equipe, na direção conservadora da empresa, etc.

 

Para concluir este texto, voltamos a perguntar:

 

Que tipo de Gerente você é? Que tipo de Gerente você gostaria de ser?

 

 

Nilton Carlos Barbosa

Diretor Geral

Sales Training Sistems

www.stsystems.com.br